Numa primeira análise, o conceito de lista parece remeter simplesmente para a ideia de enumeração, mas se refletirmos melhor sobre o assunto acabamos por entrar num mundo de possibilidades.

Atlas expõe uma visão menos convencional sobre a edição de conteúdos no âmbito do design. O esbatimento e a dissolução de fronteiras entre o papel do autor, do editor e do designer tornam-se o mote principal desta publicação como forma de expandir os próprios processos criativos. Atlas apresenta-se como um objeto documental onde se ultrapassa a noção de mero arquivo morto e se estabelecem inúmeras hipóteses de relacionamento entre conteúdos que à partida podem parecer pouco relacionáveis. Um dos objetivos desta publicação passa por perceber que a aquisição de conhecimento não implica necessariamente uma linearidade e que esta pode ser compreendida como uma progressão através daquilo que é a própria experiência pessoal de cada um. Atlas, mais do que uma enunciação de conteúdos e de referências, pretende ser uma reflexão de como tudo pode ser associado a tudo, quebrando as barreiras impostas entre as inúmeras áreas de conhecimento.