O livro como objeto híbrido
The Devil in the Flesh de Raymon Radiguet
Design Editorial I
The Devil In The Flesh é um romance narrado na primeira pessoa por Raymond Radiguet, escrito no final da primeira Guerra Mundial. É neste contexto histórico que se desenrola, clandestino, o caso amoroso entre as personagens principais, mais tarde assumido como autobiográfico. Esta particularidade, faz com que o livro seja encarado como um objeto pessoal do personagem, à semelhança de um diário, onde este relata uma história frágil, repleta de emoções em conflito.

A natureza íntima da obra é ilustrada, pontualmente, com pequenos apontamentos escritos à mão ao longo do seu interior e na capa, cuja pouca informação que revela obriga a um envolvimento prévio com a narrativa. É através desses registos e de mensagens «escondidas», umas vezes totalmente, outras tenuemente, que se constrói o imaginário da história e se exalta a essência de uma narrativa delicada que se vai intensificando até culminar num final trágico.