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Ubiquidades…
As realidades ubíquas são geralmente as mais difíceis de ver e discutir
Design de Comunicação IV
Estamos numa instituição [a FBAUL] que, tal como David Foster Wallace muitas vezes repete no seu discurso para finalistas – «This is water» ou «A Água é Isto» –, nos ensina a pensar, e àqueles que parecem mais relutantes em fazê-lo, obriga.

Contudo, parece-nos que, hoje, as pessoas se sentem frustradas, não acreditam nas suas próprias capacidades, não acreditam que podem ser realmente activas na mudança.

A verdadeira mudança reside na forma como pensamos, nas escolhas que tomamos baseadas nesse pensamento que deve ser o mais informado e crítico possível. É neste aspecto que deve entrar a escola, como motor para a reflexão, para a necessidade de pensar o mundo, tanto o mais próximo como o mais distante. E é essa característica que Wallace mais exalta no seu discurso. Enquanto arranca gargalhadas ao público, toca, simultaneamente, assuntos pertinentes e incómodos que, por vezes, estão tão presentes no ambiente em que vivemos que se torna difícil enxergá-los: «the most obvious, ubiquitous, important realities are often the ones that are the hardest to see and talk about.»

Ubiquidades (a publicação impressa), Ubiquidades Paralelas (a publicação digital) e Ubiquidades Aplicadas (a última adenda à publicação) procuram explorar precisamente as dimensões óbvias da educação, do futuro dos alunos e da escola, hoje e precisamente no tempo onde todas as questões são mais difíceis de perscrutar.